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11 abril 2022

Nunca se acostume!

06:49:00 0 Comentários

Nunca se acostume!


Se tem uma coisa pela qual vale a pena orar todos os dias, é para pedir a Deus que nunca permita que a gente se acostume.


Que a gente não se acostume ao beijo de bom dia. Que não se acostume com o cheiro da chuva ou com um lindo pôr-do-sol. Que não se acostume ao abraço apertado, ao estender da mão, a fazer alguém sorrir...


Porque quando a gente se acostuma, deixa de sentir o encanto. A gente perde o olhar da gratidão, a capacidade de se emocionar ou mesmo de enxergar a importância de viver cada momento, inédito ou já vivido, como um presente da vida. A dádiva do hoje, do agora. E o agora é tudo que temos.


Também nos momentos difíceis precisamos igualmente pedir a Deus: "Não permita que eu me acostume, Senhor!". 


Que eu não me acostume com a falta de amor. Com a ausência, com a dor. Que eu não me acostume com a dificuldade financeira, com a privação. Com o egoísmo, a maldade ou a injustiça. Que eu não me acostume a um lugar onde eu não seja feliz.


Porque quando a gente se acostuma, a gente se acomoda. E quando a gente se acomoda, a gente deixa de transformar. É preciso viver pela transformação, todos os dias!


Parar de evoluir é a verdadeira tragédia da vida. É algo que acontece dentro, não fora. Se entregar. Quando a gente se acostuma a gente desiste. E desistir não deve ser opção. Transformar, sim!


Tenhamos consciência: haverá dias bons e dias difíceis. E como num piscar de olhos podemos não estar mais aqui, aceite que sua vida terá altos e baixos, e aproveite cada momento. Desfrute ou aprenda, mas saiba que tudo passa. E passa rápido!


Que no despertar de cada manhã a gente se emocione ou se motive.


Esta manhã eu me emocionei, e agradeci por jamais ter me acostumado. No dias bons, desejo evoluir, nos ruins, também. Que estejamos sempre em transformação.


Desejo que o mundo nunca endureça seu coração. Que o ódio nunca se instale. Que o medo nunca te paralise e que você sempre consiga enxergar a beleza ou a esperança. Que você nunca pare de se emocionar.


E principalmente: nunca se acostume!

20 março 2022

Não me chame de guerreira!

19:32:00 0 Comentários

A inspiração deste texto me veio no último dia 8 de março, dia das mulheres. Permiti que as tarefas diárias e outras prioridades me atropelassem e ele acabou não saindo. Mas hoje aquele mesmo sentimento invadiu com força meu coração e não pude resistir a umas das minhas melhores terapias: escrever!


Eu quero te contar sobre como é ter vários projetos de vida e se cobrar por não levá-los adiante. Sobre a culpa que me invade por minha "indisciplina" e o peso que isso acaba me trazendo.


Eu desejo muita coisa. Acompanhar de perto a vida dos meus filhos, ser uma profissional respeitada em meu meio, fazer meu canal no YouTube crescer, vender cursos na internet, aprender mais sobre investimentos, cozinhar bem, manter a casa sempre limpinha e cheirosa, dar mais atenção às minhas amizades, ao meu casamento...


Também queria poder tocar novos projetos que brotam em minha cabeça a todo momento, e não ter medo de fracassar ao iniciar algo novo. Não ter preguiça todos os dias de fazer atividade física. Queria não ter vontade de chorar ao me sentir culpada por não dar conta de tudo isso!


Também queria não me sentir um fracasso cada vez que não sei o que fazer. Queria ter tempo pra fazer tudo o que gostaria. Tomar aquele café, aquela cachaça, me alimentar melhor, pregar os quadros na parede, molhar as plantas que estão morrendo, pregar aquele botão que já perdi, lembrar daquele insight ótimo que tive há dois dias e não anotei. 


Queria salvar o mundo, ou pelo menos a mim mesma. Queria que o tempo desse uma trégua, que o dia tivesse 30 horas para que – quem sabe – eu conseguisse apaziguar a máquina produtiva que roda incessante aqui dentro, e de quebra sobrasse tempo pra dormir oito horas por noite. Um pouquinho de certeza. Queria as palavras certas, essas que nunca encontro, nunca estão lá, nem aqui, que o choro ajudasse e o cinza jamais aparecesse novamente.


Eu pensei em tudo isso durante a semana da mulher, ao ler incontáveis textos sobre a capacidade feminina de organização, cuidado e superação. Um modelo de feminilidade que reitera que para ser feliz uma mulher precisa ser bonita, desejável,  duplamente competente, magra, vaidosa, jovem. Forte, mas sem ameaçar a masculinidade hegemônica. Sexy sem ser vulgar. Mãe dedicada e abnegada. Inteligente, culta, engraçada, carinhosa. Bem sucedida.


E quem é que cuida dessa mulher exausta? Cansada de tentar se encaixar num padrão irreal e castrador? O discurso do sucesso, do pertencimento e da aceitação rouba nossa potência. Precisamos aprender a fracassar. Eu também preciso.


Devemos abandonar a síndrome de mulher maravilha. Qual o problema de não dar conta de tanta coisa? E se não tem nenhum, porque aqui dentro do meu coração isso incomoda tanto?


Cada vez mais tenho visto posts de mulheres expondo o quanto sofrem por tentar se adequar. O sofrimento de não ser digna de amor, de não ter o corpo certo, de não conseguir existir nesse mundo em que só há um jeito de ser mulher. E nunca é o nosso. Precisamos parar de naturalizar o sobretrabalho, a superação como um atributo feminino. Precisamos, com urgência, criar outros jeitos de ser mulher. E aprender a viver com eles. E aceitá-los.


Decidi expor esse texto porque algumas pessoas me admiram como se eu tivesse algum tipo de habilidade extraordinária de dar conta das coisas. Não, não tenho. Na maioria dos dias mal consigo levantar da cama de manhã. Todo mundo tem suas batalhas internas.


A gente precisa reprogramar essa ideia de que "não fazer nada útil" é fracassar. Eu preciso! Precisamos nos cobrar menos para sermos mais felizes. Abandonar expectativas e ideais inatingíveis sobre o que é ser uma boa mãe, uma mulher bem-sucedida, uma profissional realizada. Livrar-nos dessa cobrança é o caminho para uma vida mais leve e feliz.


Preciso aprender a receber ajuda, aprender a pedir ajuda. Eu agradeço a todos os amigos que estão sempre por perto, que me aceitam como sou (e eu sei que não sou fácil!). Agradeço a essas pessoas maravilhosas que me obrigam a aceitar ajuda mesmo quando eu não quero.


É queridos, eu não sou guerreira... E acredito que nenhuma mulher deveria ser! 

28 março 2020

Hoje não sacrifico minha paz para alimentar o meu ego

21:42:00 1 Comentários

Estava aqui me perguntando porque eu sinto essa necessidade tão grande de sempre ter razão. Sabe aquela sensação de vitória que vem quando a gente disse a última frase e encerrou a discussão? Sim, o ego inflado: aquele sentimento de falsa alegria, que não dura mais do que alguns segundos e depois te larga pra lidar sozinho com as consequências de suas palavras duras. É sobre isso que quero falar hoje, sobre como minha busca por ter razão muitas vezes me fez sentir solitária.

Não sei se acontece com todo mundo, mas desde muito cedo desenvolvi o hábito de discutir com as pessoas tentando convencê-las de que eu estava certa, sobre qualquer coisa... é óbvio que nem sempre tinha êxito nesse convencimento, mas como nunca desistia, mesmo assim a palavra final quase sempre ficava comigo.

Levou tempo até eu perceber que, às vezes, uma pessoa não se cala em uma conversa porque concordou com você. Às vezes ela faz isso simplesmente porque se cansou de brigar ou do seu jeito arrogante, às vezes porque se magoou com suas palavras duras e simplesmente desistiu de tentar conversar.

Eu, do alto da minha prepotência, acreditava que a outra pessoa calava porque não tinha argumentos! Afiliava-me somente a pessoas com pensamento semelhante ao meu, e hostilizava aquelas com escolhas diferentes das minhas! Talvez possamos nos justificar dizendo que isso é natural. Mesmo assim, em algum momento eu passei a não me sentir à vontade com essa atitude, e perceber isso como reflexo das minhas limitações, que me faziam julgar-me superior a quem quer que ousasse divergir de minhas posições.

Nesse processo de tomada de consciência, passei pelo clima bélico das últimas eleições nacionais, que vejo se repetindo na politização da atual crise de saúde provocada pela pandemia. Em alguns momentos, lá em 2018, fiquei tão envolvida apontando o ódio e a intolerância das pessoas, que nem me dava conta do quanto eu própria estava fazendo o mesmo: criticando e ofendendo qualquer um que pensasse diferente de mim, inclusive pessoas especiais!

A frase "às vezes estar em paz, é melhor do que estar certo" (Claudio Frencis) sempre me soou meio comodista. Afinal, aprendemos que é preciso lutar, brigar, convencer, militar... Hoje, penso que o que posso realmente fazer é trabalhar no meu próprio processo de despertar, e isso já é suficientemente trabalhoso e, principalmente, doloroso. Não é fácil admitirmos que estamos sendo cruéis, grosseiros e desrespeitosos com os outros, sobretudo quando fazemos isso enquanto acusamos outros de terem este comportamento.

Mas se durante meu processo de despertar eu não admitisse a mim mesma que precisava melhorar como ser humano, como poderia exigir isso de alguém? Aliás, quem somos nós para determinarmos que alguém está errado e precisa mudar?

Sendo assim, decidi buscar SER aquilo que eu desejo VER! Comecei uma luta diária (e que luta!) para buscar me colocar no lugar do outro e entender que as minhas convicções foram formadas a partir das minhas vivências, e que todo mundo enfrenta uma guerra pessoal, com suas próprias dificuldades. Comecei a tentar me tornar uma pessoa mais gentil, tratar a todos como eu gostaria de ser tratada, principalmente as pessoas com quem eu não concordo (ô tarefa difícil). Afinal é muito fácil sermos gentis com nossos semelhantes, não há grandeza nenhuma nisso!

Chamar de "fada sensata" quem repetia meu modo de pensar e de "imbecis" quem expunha outra opinião era justamente o que me tornava tão parecida com aqueles a quem eu criticava com tanta facilidade, enquanto eu me sentia totalmente à vontade em ser hostil. Não se tratava de simplesmente me calar, mas de parar de me julgar superior!

Aprendi a necessidade de, antes de falar, exercitar o amor e a paz! Afinal, é muito mais fácil falar da boca pra fora, especialmente em tempos de polarizações, quando há uma sensação de que tudo está errado, que OS OUTROS precisam mudar...

Nestes momentos, precisamos voltar a olhar para dentro, para onde realmente podemos atuar. O caminho é parar de acusar, julgar, comparar e odiar! O desafio é assumirmos nossa autorresponsabilidade e atuar de maneira consciente sobre NOSSAS decisões e NOSSAS ações.

De minha parte? Entendi que pra Eliane arrogante deixar de existir, eu preciso exercitar o diálogo. E dialogar é como uma avenida de mão dupla em que é preciso dizer, mas é fundamental ESCUTAR! E quando digo escutar, não estou dizendo preparar a próxima fala, aguardando o silêncio alheio (o que eu ainda tenho que me esforçar muuuuito pra não fazer). Escutar significa estar aberto para o que o outro tem a dizer com respeito, humildade e o acolhimento, necessários para uma conversa adulta e madura. Fácil né? #sqn

Escutar envolve muito mais do que ouvir uma mensagem, a escuta ativa pressupõe disponibilidade, interesse pela pessoa e pela comunicação, compreensão da mensagem, espírito crítico e alguma prudência na interpretação. (Rego, 2007)

Eu, até bem recentemente, quando conversava apenas ficava pensando no contra-argumento a ser usado com meu interlocutor, ao invés de concentrar a atenção no que estava sendo dito, percebendo a mensagem que ele queria me passar.

Todos querem ter razão, isto é fato. Por isso, muitas vezes eu acabava num monólogo, ignorando a mensagem que o outro tentava me passar, às vezes até sendo grosseira e antipática. Ainda faço isso, com frequência, inclusive (e como é difícil admitir). Mas desde que tomei consciência dessa minha falha, tenho exercitado a melhora, que já consigo notar, embora ainda longe do ideal.

E o mais legal nessa mudança, não só de atitude, mas de sentimentos, é que fui justamente eu quem mais ganhei! Ganhei porque ao ouvir mais, comecei a aprender mais. Constatei que ninguém está totalmente certo ou totalmente errado, pois se você ouvir de verdade, com atenção, consegue perceber coerência nos argumentos do outro, ainda que você prefira se posicionar de outra forma. E o mais importante: quando me demonstrei interessada em ouvir, passei a ser ouvida também por essas pessoas, e elas passaram a me oferecer um pouquinho mais de credibilidade, embora continuassem discordando de mim em vários aspectos. O respeito se instalou e passei a não me sentir solitária e desgastada como ficava quando exercitava minha arrogância com todo mundo!

Em todo esse processo, percebi que ter razão não é tão importante, ao menos não mais do que saber ouvir o outro. E isso não significa concordar ou se submeter (embora eventualmente isso possa acontecer, por que não?!?!), significa apenas que não estamos julgando nossos argumentos acima dos de outra pessoa. Com este exercício diário, comecei a descobrir como parar de sacrificar a minha paz para alimentar o meu ego, e desse modo fui me tornando um pouquinho mais leve e feliz a cada dia! Sigo no processo...

Sejam luz queridas, um beijo!

30 outubro 2019

Um agradecimento à Elaine Gaspareto!

17:17:00 2 Comentários

Meu blog nasceu em 2016, com a pretensão de me servir como um cantinho do desabafo e para registro de momentos especiais da minha vida. Um lugar pra eu buscar daqui a alguns anos e rememorar meus momentos...

Nessa mesma época tomei gosto pelo scrapbook e resolvi aproveitar o blog pra compartilhar meus trabalhinhos. Daí, fui tomando gosto pela brincadeira e comecei a pesquisar como tornar o site mais bonito. Foi quando descobri o blog da Elaine Gaspareto. Um espaço maravilhoso! Tem dicas preciosas e tutoriais tão detalhados que até eu, sendo totalmente leiga, consegui dar um toque lindo ao meu espaço virtual.

O blog é tão rico em conteúdo que me perdia (e ainda me perco) por horas navegando entre os posts. Mas o agradecimento que eu trago hoje não é por causa das dicas de blog (que são ótimas). O que eu agradeço são as inspirações pra vida... É Elaine, você já me ajudou a res-pi-rar!

Enfrentei a depressão. Pra falar a verdade, ainda enfrento, todos os dias. É uma luta diária, mesmo depois da alta médica... Essa doença bagunça a nossa cabeça de forma tão permanente, que depois dela é preciso um esforço contínuo pra tentar sermos nós mesmas, aquela, de antes, sabe? Só que lutar o tempo todo cansa às vezes, e em alguns desses momentos, seus textos me ajudaram... Por isso, trago alguns trechinhos que já me inspiraram, pra que você saiba que já foi refúgio pra alguém que nunca te viu, que mora do outro lado do país, mas que nutre uma admiração genuína por você.

Sobre quando a angústia de não conseguir voltar a ser aquela que "dava conta de tudo," que fui um dia, toma conta de mim:

"A vida pode ser comida preparada devagar e não macarrão instantâneo, sempre feitos às pressas... Nada é tão urgente assim. Precisamos aprender a fazer as coisas no tempo de cada coisa, e não tentar equilibrar 3, 4 atividades ao mesmo tempo... e sempre acelerando...
(...)
Sempre que percebo que estou acelerando demais, ansiosa demais, impaciente, querendo acelerar a vida... eu digo a mim mesma: res-pi-re!
Nada é pra ontem, nada é tão urgente, nada pode ter o poder de roubar a gente de nós mesmos.
Respire. Se acalme. Desconecte. Divirta-se. Sorria. Aproveite a vida. Respire.
Tá respirando? 
(Tá respirando?, 02/10/2017)"

Ou quando a Eliane amarga, derrotada pelos problemas, tenta voltar a me invadir:

"A gente tem muita facilidade em criticar. Em especial o outro, o diferente, o que age de modo diverso da gente.
É muito fácil criticar, julgar, depreciar, ironizar... quase uma brincadeira...
Claro que a maioria das coisas fica no pensamento, mas se a gente soubesse o quanto os nossos pensamentos podem ser nocivos... me pergunto se os pensamentos ácidos podem ou não, de alguma forma, atingir o outro...
E se os meus pensamentos transparecessem em meu rosto?
Será que eu ficaria tão confortável em criticar?
(...)
É... parece que ainda tenho muito que dominar em mim...
Todos temos.
Não é?
(É fácil criticar quando não pisamos nas mesmas pedras..., 14/08/2016)

Até a Elaine que mora dentro de você já falou comigo, e aconselhou a Eliane que mora dentro de mim, mostrando a ela o que fazer:

A Elaine que mora dentro de mim é muito mais paciente e sábia do que eu.
Ela, quando estou muito nervosa ou com raiva, sempre me pede, com jeito, para respirar.
Ela diz: 'Calma, menina. Respira, não fale nem faça nada com raiva'.
Em geral, quando estou magoada, ela me diz pra deixar o choro vir.
Ela senta comigo, segura as pontas comigo, choramos juntas.
Mas ela não é de me deixar chorar sem limite. Ela, tem sempre uma hora, que diz: 'Agora chega. Enxuga o rosto e vamos resolver o que der. O que não der pra resolver, paciência'.
(...)
Muitas vezes ela me consola, ela não me deixa pior, ao contrário, ela tenta me levantar quando o peso das coisas parecer querer me soterrar.
Ela sempre me lembra que eu não tenho que carregar o mundo nas costas...
(Essa outra Elaine, 17/07/2016)

E quando leio sobre sua história de amor? (Por que o amor pode dar certo, 12/06/2011). Quantas pessoas conhecemos que tiveram o privilégio de viver um grande amor? Desses de uma vida inteira? Que bênção... quanto mais eu passeio pelos seus textos Elaine, mais apaixonada eu fico por suas palavras, e pela capacidade que elas têm de entrar no meu coração... de me fazer refletir, de me fazer sentir melhor!

Você é inspiradora, você é maravilhosa. E trago hoje esse agradecimento especial pela agradável interferência em minha vida. De alguma forma, a sua dor também me afeta, me dá vontade de estar perto pra abraçar. Você não está sozinha Elaine, nós estamos com você. E digo nós, porque sei que existem mais vidas que você afetou sem nem saber! 

Muito obrigada!

27 outubro 2019

Cuide do seu futuro, poupe!

17:24:00 1 Comentários

Outro dia eu estava conversando com meu marido sobre como precisamos começar a poupar um dinheirinho pra nossa velhice, sobretudo agora, com essa reforma da previdência, que segundo eu vi vai nos garantir de aposentadoria apenas 60% do que ganhamos na ativa.

Menina, mas como é difícil guardar dinheiro quando a gente vive no aperto, né? Com o dinheiro contadinho do jeito que chega, fica impossível guardar. É assim com vocês? Daí fiquei pensando no que eu poderia fazer pra mudar esse comportamento. Sim gente, porque não guardar muito pode ser justificado por um orçamento apertado, mas não guardar nada é problema de comportamento, "semvergonhice" mesmo, pelo menos da minha parte!

Decidi que todo mês eu guardaria R$50,00 em uma conta poupança que eu não mexeria por nada nesse mundo. Resultado: meu saldo atual já é de mais de R$ 1 mil. Nada mau pra quem não conseguia guardar nada, né?

Daí eu tava assistindo o canal da musa da "desfudência" Nathalia Arcuri (vão lá, é o máximo: https://mepoupenaweb.uol.com.br) e aprendi que o próximo passo é esquecer esse negócio de guardar dinheiro na poupança, porque hoje em dia é um dos piores investimentos. Agora estou pesquisando mais sobre como colocar esse dinheiro no Tesouro Direto. Alguém aí já fez? Aceito dicas, rsrsrs.

Gata garota, esse post foi pra te mostrar que a gente precisa dar o primeiro passo, em tudo na vida! Pra aprender a poupar não é diferente. Começa definindo uma meta pequeninha, fácil de alcançar... quando a gente consegue começa a querer mais, e quando percebemos viramos investidoras hahahaha.

Começa minha linda, começa a cuidar do seu futuro também!

04 fevereiro 2019

Uma sementinha no meu coração!

16:35:00 0 Comentários
Há algum tempo eu passei por vários problemas graves na minha vida. Nesse período, eu orava muito pedindo ajuda para Deus, pois não sabia como lidar com eles. Mas durante as orações, eu me envergonhava diante dEle, porque tinha consciência de como eu sempre havia sido uma filha ingrata, daquelas que só procura pelos pais nos momentos em que precisa.

Foi então que resolvi que isso precisava mudar! Continuei recorrendo ao nosso Senhor por ajuda, mas resolvi pedir algo menos egoísta... eu orava para que Ele me mostrasse de que forma os dons que havia me concedido poderiam ser usados para sua obra, para ajudar meus irmãos.

A resposta veio, mas mesmo assim, permaneci inerte. Inventava para mim mesma as mais variadas desculpas para justificar minha falta de iniciativa em começar a trabalhar na obra para a qual Ele havia me chamado. E me envergonhava! Foi assim por muito tempo...

Hoje, depois de ter iniciado timidamente algumas vezes, e desistido em todas elas, inicio esse blog como um registro de que agora precisa ser diferente. Aqui, cada etapa desse projeto será registrada. Quero honrar todos os dons que Deus me proporcionou e vou começar o planejamento desse trabalho: oferecer aos irmãos de fé um curso gratuito de Educação Financeira, me permitindo ser usada como instrumento de Deus para oferecer ajuda àqueles que Ele colocar em meu caminho.

A sementinha que Deus plantou em meu coração começou a ser regada. Tenho certeza que, com a ajuda dEle, brotará e dará frutos. Amém!

03 março 2017

Um tsunami chamado AVC

06:34:00 0 Comentários
AVC
No dia 15 de fevereiro minha mãe se sentiu mal e foi ao pronto atendimento do Hospital São Camilo, em Macapá. Relatou estar sentindo fortes dores de cabeça e uma dormência na perna e braço esquerdos do corpo. O médico, como um ser dotado do dom da premonição, afirmou que era apenas stress, receitou polivitamínicos e a mandou pra casa.

No dia seguinte, infelizmente, antes mesmo que um médico pudesse avaliar o resultado de uma tomografia que havia feito, minha mãe já apresentava um quadro de dormência total no lado esquerdo. Já não conseguia ficar de pé, e foi levada às pressas para o mesmo pronto atendimento (único hospital privado da cidade).

Ali, a negligência no atendimento novamente se manifestou, havendo demora para algo que deveria ser tratado como emergencial. Eu estava em Belém, e me desesperei ao receber a notícia de que ela estava tendo um AVC e não poder ajudar.

No dia seguinte à internação, nenhum neurologista havia sido chamado pelo hospital para avaliar minha mãe. Mesmo ela tendo plano de saúde, tivemos que contratar um às nossas expensas (e é muito caro) para que ela pudesse ser atendida por um especialista.

Mas o estrago estava feito. Segundo o médico, se no atendimento do dia anterior as medicações apropriadas para o quadro de isquemia (que ela já apresentava) tivessem sido ministradas, ela certamente não teria evoluído para o quadro clínico em que se encontrava.

Peguei o primeiro avião de volta para Macapá e às duas da tarde já estava no hospital. O que eu vi foi minha mãe numa situação desoladora: não falava e com o lado esquerdo do corpo todo paralisado. O medo de perde-la ou de que ficasse para sempre naquele estado bateu fortemente e eu desabei...

Foi muito difícil enfrentar a rotina do hospital. Minha mãe, que sempre foi uma mulher ativa e que sempre gostou de ser útil a todos, de uma dia para o outro, tornou-se totalmente dependente. Foi necessário por uma sonda na uretra porque ela já não podia controlar a necessidade de fazer xixi e, como já havia quatro dias que não comia nada (já que mal conseguia abrir os olhos), também foi introduzida alimentação por sonda.

Um simples banho tornou-se uma peregrinação extremamente exaustiva: carregar pra por na cadeira e dar o banho tomando todo o cuidado pra que ela não caísse da cadeira... assim se passaram vários dias durante a internação.

Depois de uma semana, ela já conseguia se alimentar e a fonoaudióloga liberou a alimentação, sendo a sonda retirada. A sonda urinária também. Apesar de controlar a necessidade de fazer xixi (até certo limite), como ela não consegue se levantar, passamos para o uso da arrastadeira, um objeto para que os pacientes possam fazer xixi sem sair do leito.

No dia 25 de fevereiro ela recebeu alta. Daí a gente pensa: “que alívio, agora vamos pra casa”. Só que quando a gente chega em casa, toma um choque de realidade. Como disse o neurologista dela depois: “a ficha cai”. Voltamos pra casa, mas não à nossa tão querida e desejada rotina. Tudo muda!

Toda a casa passa a girar em torno dos cuidados que um paciente acometido de AVC agudo inspira. O cérebro fica afetado não só em sua parte motora, mas também cognitiva. As percepções sensoriais ficam totalmente desreguladas e tudo isso junto torna necessária uma atenção constante ao paciente: uma hora tá frio, outra tá calor, quer fazer xixi, depois não quer mais, muitas dores, se fala coisas sem sentido... Com tudo isso, o cansaço bate no cuidador, e junto com ele o desespero!!!! A gente se pergunta como poderá viver assim a partir de agora e passa a duvidar da recuperação...

Mas a fé em Deus e as pequenas evoluções diárias nos dão um sopro de esperança. Três dias atrás, ela conseguiu fazer um pequeno movimento com a perna paralisada. Nunca pensei que algo tão pequeno pudesse trazer uma alegria tão grande. Foi uma luz no fim do túnel.

Segundo o neurologista, a ressonância mostrou que a lesão, apenar de extensa, não atingiu o córtex nem o tronco cerebral, o que dá à minha mãe boas chances de reabilitação, embora lenta. Ouvir o médico dizendo isso foi um acalanto, para mim e principalmente para ela, que vinha desenvolvendo um quadro depressivo, comum no caso dela. Mas ela se mostrou um pouco mais perseverante depois de ouvir o médico.

Hoje, 15 dias depois do AVC, estamos na luta. A fisioterapia foi iniciada e a previsão é que em mais ou menos seis meses ela possa estar com ao menos boa parte da capacidade motora reabilitada. A confusão mental também deve melhorar nesse tempo. Peço a Deus que assim seja, e que eu tenha forças pra continuar, porque a rotina é pesada, cansativa, e nos faz abrir mão de tudo que gostamos de fazer para cuidar de quem amamos.

Minha mãe sempre foi uma mulher guerreira, e agora que o tsunami passou, tenho fé de que tudo o que ele destruiu será reconstruído.


E que Deus continue nos dando forças até o momento em que tudo passar...

09 dezembro 2016

Finalmente, mestre! Agora o blog anda...

11:15:00 0 Comentários
Ideias florescendoPrimeiramente: felicíssima em acessar o blog e descobrir que, mesmo sem novidades há meses, ele está com quase cinco mil acessos. Algumas imagens até aparecem na primeira página do google na pesquisa por festa tema urso balonista. Felicidade me define! kkkkk. Segundamente...

Hoje eu tô cheia de notícias ótimas. Acabei de voltar de viagem com meu diploma de mestre na bagagem, e o que é melhor: avaliada com conceito A pelos europeus.

É que em junho do ano passado (2015) iniciei um mestrado em Administração Tributária e Fazenda Pública pelo Instituto de Estudos Fiscais da Espanha, e desde então não pude dar atenção ao blog. Mas agora eu voltei e estou cheia de planos para os nossos encontros por aqui...

Pra começar tenho muitas histórias pra contar sobre o mês que passei na Europa e as experiências que vivi, com fotos maravilhosas para compartilhar com vocês. Mas não é só isso, estou com tantas idéias que nem sei por onde começo: convidei minha cunhada Cris Barros para ser colaboradora do blog com postagens incríveis pra vocês (e ela aceitou rsrsrs), agora só falta descobrir como operacionalizo isso no blog, já que tecnologia não é meu forte kkkk. Também estou devendo meu primeiro álbum de scrapbook pra Elisa e agora finalmente ele vai sair e, claro, vou postar tudinho por aqui.

Outra notícia legal é que hoje, agorinha mesmo, acabei de comprar minha Silhouette Cameo 3, para dar asas à imaginação nas criações artesanais. Ainda não sei nadinha sobre como ela funciona, mas é claro que registrarei aqui cada evolução no meu aprendizado com essa máquina mágica. Fotografia é outro tema tudo a ver com scrapbook, espero que role kkkkk.

Ah, também tenho um chá de bebê que espero organizar em breve, estamos só esperando pra saber o sexo do bebê e postarei tudo o que produzir aqui pra vocês...

Gente, minha cabeça tá fervendo com tanta idéia... a partir de hoje voltaremos a ter novidades sempre por aqui!!!

Um beijo,

Lilica.

12 abril 2016

Sobre os filhos e como eles crescem rápido!

15:29:00 0 Comentários
Não tem como falar sobre ser mãe sem ser clichê. É impossível não mencionar as escolhas que fazemos: trocamos pares de sapatos novos por fraldas e brinquedos, deixamos noites com amigos por constantes noites em claro, trocamos o significado de tempo livre de um “tempo dedicado a nós mesmas” para um “tempo dedicado a eles”.

Mas todas as mães são unânimes: a recompensa é divina, maravilhosa, inexplicável.

Hoje foi pra mim um daqueles dias em que colhemos um pedacinho dessa plantação diária. Recebi, depois de alguns meses, as fotos da colação de grau da minha caçulinha na educação infantil. E a maravilha não é perceber a menininha linda que ela é (é de fato ela é linda!), mas como ela cresce, a cada dia!

Neste momento, enquanto escrevo este texto, tenho-a ao meu lado, brincando distraída! Olho para ela e vejo a mudança, o crescimento. Tudo passa tão rápido. Ontem era meu pequeno bebê de pouco mais de 2 quilos, hoje é uma mocinha serelepe de seis anos, vivendo momentos que estão eternizados não só no meu coração, mas em fotos e vídeos lindos!



Tardes como essas deixam o coração de uma mãe emotivo e os olhos marejados. E como passa rápido gente! Então, pra finalizar como comecei, sendo clichê, não percamos tempo. Não nos privemos dessa convivência mágica por motivo algum. Todo dia vai ter sempre alguma coisa urgente e importante pra ser resolvida: no trabalho, na igreja, na escola... é o dia-a-dia, e ele nos consome. Mas nessa lista de tarefas diárias importantes, nenhuma pode ocupar o topo senão nossos filhos. Se cuidar do futuro deles for sacrificar o presente, esquece! Larga tudo, pega um lápis e um papel, e chama teu filho pra sentar no chão e brincar de desenhar. Você vai estar fazendo isso por ele, e acredite: por você. Quando o futuro chegar, você não terá nada de que se arrepender.

E porque esse blog é o cantinho que eu construí pra dividir com o mundo aquilo que me faz feliz, seguem as fotos da minha princesa.

Beijo da Lilica.

A Formanda


Com a Dindinha


A vovó toda orgulhosa

E a paraninfa foi a Dindinha


Foi uma perfeita oradora:"Aos pais. Vocês um dia sonharam comigo, e me amaram antes mesmo que eu existisse. Vocês se alegraram com a minha chegada ao mundo, acompanharam meu crescimento e me deram a oportunidade de uma boa educação. Obrigado, a vocês que muito amo!"

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